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Dr. Guilherme Namur

Cirurgião do Aparelho Digestivo

Me formei em 2006 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fiz residência em Cirurgia Geral e, posteriormente, em Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas da FMUSP. Após o término da minha residência em 2011, me dediquei ao tratamento do Câncer do Aparelho Digestivo, atuando no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, sobretudo em Cirurgia Pancreática, uma área com procedimentos de alta complexidade em que o número de casos tratados tem impacto direto nas taxas de complicações dessas cirurgias. O estudo desses resultados é a minha linha de pesquisa dentro da Universidade e o tema do meu projeto de doutorado. Desde que iniciei meus estudos em Cirurgia Pancreática, grande parte da minha dedicação foi em cirurgia minimamente invasiva, ou seja, feita através de pequenos cortes, primeiramente por via laparoscópica e recentemente por meio de cirurgia robótica.

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Saiba quais são os Sintomas da Pancreatite Aguda

Guilherme Namur • 18 de junho de 2019

Você conhece bem os sintomas da pancreatite aguda ? Estima-se que só no estado de São Paulo, 20 em cada 100 mil pessoas vão desenvolver a doença ainda esse ano. Por isso, é importante estar atento aos sinais mais comuns da enfermidade para poder diagnosticá-la e, se for o caso, iniciar o tratamento o mais rapidamente possível.

A pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas causada, na maioria das vezes, pela passagem de um cálculo biliar pela papila duodenal, a saída comum a bile e o suco pancreático para o intestino. Essa inflamação pode ser causada também por medicamentos e por abuso no consumo de álcool.

Sua principal causa é a migração de cálculos da vesícula biliar pelas vias biliares e posteriormente pela papila duodenal. Até aqueles casos, que no passado eram chamados de idiopáticos, ou seja, sem causa, hoje sabemos, por meio de exames mais sensíveis, que são causados por cálculos da vesícula biliar.

As pancreatites causadas por drogas, como remédios ou corantes são,mais raras, bem como aquelas causadas por grande volume de bebida alcoólica. Pacientes com triglicérides muito altos, maior do que 500 mg/dL, também apresentam quadros de pancreatite aguda.

Quer saber mais sobre a doença? Continue a leitura!

Quais são os principais sintomas da pancreatite aguda?

A pancreatite aguda costuma ser caracterizada por uma dor contínua e de forte intensidade na região do abdômen que surge repentinamente. Em geral, ela aparece primeiro na região do estômago, onde está localizado o pâncreas, e se estende para a área dorsal, espalhando-se como se fosse uma faixa na parte superior do abdômen.

Além da dor incapacitante, náuseas, vômitos e febre também podem aparecer como sintomas complementares de uma crise de pancreatite aguda, que costuma exigir internação imediata para controle da dor.

A dor abdominal também é um sintoma da pancreatite crônica, mas normalmente ela piora progressivamente, ao longo de muitos meses ou anos. A pancreatite crônica pode provocar ainda diarreia e alterações no volume e odor das fezes devido à dificuldade na digestão da gordura. Diabetes é um sintoma que pode ser visto na forma mais avançada da doença.

Quais são os principais fatores de risco para a pancreatite?

Como mencionamos acima, os cálculos biliares são a causa mais comum da pancreatite aguda. Além disso, outros fatores podem contribuir para o surgimento do problema, como o consumo excessivo de álcool e pacientes com triglicérides muito altos, normalmente maior do que 500 mg/dL. Menos frequentemente, a utilização de alguns medicamentos, como diuréticos, anticonvulsivantes e imunossupressores, também podem provocar a doença. Alguns tumores do pâncreas, mesmo benignos, também podem causar episódios de pancreatites agudas, como é o caso do IPMN, que são cistos encontrados no pâncreas de quase 2% da população.

A ingestão de 60 a 80 gramas de álcool diariamente, já é o suficiente para produzir lesões no pâncreas que podem evoluir para pancreatite crônica. Apenas como base de comparação, 60 gramas da substância correspondem a cerca de 4 latas de 300 ml de cerveja.

Existem ainda casos de pancreatite hereditária . Nesse caso, a doença é provocada por uma falha na produção de uma enzima chamada tripsinogênio e pode afetar vários membros de uma mesma família, inclusive jovens.

A pancreatite crônica é também um fator de risco para o Câncer do Pâncreas, principalmente em pacientes que tenham a doença há muito tempo, por isso é importante atenção a sintomas como emagrecimento ou icterícia (amarelamento da pele e das escleras).

A pancreatite aguda tem tratamento?

90% dos casos de pancreatite aguda são leves , mesmo assim é preciso internação hospitalar para controle da dor e dos vômitos. O paciente deve ficar em jejum, para manter o pâncreas em repouso até que a dor passe completamente.

Logo na internação, é necessário a investigação para presença de cálculos na vesícula, visto que essa é a principal causa. Se houver cálculos, é preciso operar a vesícula antes da alta do hospital, porque o risco de um novo episódio é muito alto.

10% das vezes a pancreatite aguda é grave . Podem ocorrer uma série de disfunção de órgãos, como rins e pulmões. Nesse caso o paciente precisa ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até que o processo inflamatório esteja resolvido.

Caso o pâncreas sofra necrose associada a infecção, procedimentos de drenagens ou até mesmo cirurgias podem ser necessários para tratamento das complicações.

Como você pode ver, o diagnóstico precoce, identificação da causa da pancreatite aguda e dos seus fatores de risco, como os cálculos da vesícula biliar,   são fundamentais para evitar problemas mais graves. Por isso, não abra mão de consultar-se com um médico regularmente!

Caso queira esclarecer qualquer dúvida sobre o assunto, sinta-se à vontade para entrar em contato conosco.

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